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Conheça as seis cidades de São Paulo com nota máxima em saneamento no Brasil

Conheça as seis cidades de São Paulo com nota máxima em saneamento no Brasil

Seis cidades de São Paulo são as únicas do Brasil a alcançar a pontuação máxima do ranking ABES da Universalização do Saneamento 2026, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. O estado passa pelo maior volume de investimentos de sua história após a desestatização da Sabesp, com 120% mais recursos.

São elas: Leme, Jales, Cardoso, Gastão Vidigal, Paranapuã e Santópolis do Aguapeí, todas com 500 pontos no Ranking ABES.

Entre os 2.558 municípios avaliados, que incluem 80% da população do país e todas as 27 capitais, nenhum outro chegou aos 500 pontos. As seis paulistas registraram 100% em cada um dos cinco indicadores que formam a nota do estudo.

Cinco delas são atendidas pela Sabesp: Jales, Cardoso, Gastão Vidigal, Paranapuã e Santópolis do Aguapeí. A única exceção é Leme.

O estado de São Paulo também se destacou no estudo ao reunir 81 das 94 cidades brasileiras na categoria “Rumo à universalização”, a mais alta do ranking, para cidades acima dos 489 pontos.

No recorte estadual, 599 municípios paulistas foram avaliados, mais da metade nas duas faixas superiores do ranking e nenhum no nível mais baixo:

  • Rumo à universalização: 81 cidades;
  • Compromisso com a universalização: 243;
  • Empenho para universalização: 275;
  • Primeiros passos para a universalização: 0.

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Impacto do saneamento na saúde

Além de medir a cobertura dos serviços, o Ranking ABES analisou a relação entre saneamento e saúde. O estudo cruzou as notas dos municípios com a taxa de internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI), como diarreia, hepatite A, cólera e febre tifoide, com base em registros do DATASUS de 2024.

Nas seis cidades com nota máxima, o resultado acompanha o desempenho no ranking. Três não tiveram nenhuma internação por essas doenças em 2024: Gastão Vidigal, Paranapuã e Santópolis do Aguapeí. Nas outras três, a taxa foi de cerca de 34 internações por 100 mil habitantes em Jales, 33 em Leme e 52 em Cardoso.

Em cidades mais distantes da universalização, a média chega a quase 199 internações por 100 mil habitantes no grupo de pequeno e médio porte e a cerca de 66 no de grande porte. Segundo o estudo, o padrão reforça que ampliar o acesso a água tratada, esgoto e coleta de resíduos evita doenças e reduz a pressão sobre o sistema de saúde.

Metodologia

O Ranking ABES avaliou os municípios com base em dados de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA).

A nota de cada cidade vai de 0 a 500 pontos e resulta da soma de cinco indicadores, cada um com peso igual e valor máximo de 100 pontos:

  • atendimento da população com rede de água;
  • atendimento com rede coletora de esgoto;
  • tratamento do esgoto coletado;
  • coleta de resíduos sólidos;
  • destinação final adequada do lixo.

Atingir 500 pontos significa cravar 100% nos cinco quesitos ao mesmo tempo, o que o estudo define como o desempenho ideal em saneamento.

Meta de universalização antecipada para 2029

Com a desestatização da Sabesp, concluída em 2024, a meta de universalização do saneamento em São Paulo foi antecipada de 2033 para 2029, quatro anos antes do prazo previsto no Marco Legal.

Para isso, estão previstos cerca de R$ 70 bilhões em investimentos até 2029, parte dos R$ 260 bilhões contratados para toda a concessão, que se estende até 2060.

Em 2025, primeiro ano completo sob controle privado, a Sabesp investiu R$ 15,2 bilhões, ante R$ 6,9 bilhões em 2024. Foi o maior aporte anual da história da companhia e representou alta de 120%.

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