
Entre o prometido e o executado, há o Executivo.
Quando falamos em democracia, muita gente ainda pensa apenas no dia da eleição. Vota, acompanha a apuração, comemora ou se frustra e, depois, volta à rotina. Mas o processo democrático não termina na urna. Na verdade, ele começa ali. É a partir do resultado das eleições que o Poder Executivo passa a existir de forma concreta, com deveres claros, responsabilidades definidas e compromissos assumidos publicamente.
O Executivo é o poder do “fazer”. É ele que administra, executa políticas públicas, organiza serviços e toma decisões cotidianas que impactam diretamente a vida das pessoas. Mas esse poder não é solto, nem pessoal. Ele nasce limitado pela Constituição Federal, pelas Constituições Estaduais, pelas Leis Orgânicas dos Municípios e, no caso das eleições, também por algo que muitas vezes é esquecido: o plano de governo apresentado ao eleitor.
No Brasil, o Executivo existe em três esferas. Na esfera federal, temos o Presidente da República, responsável por conduzir o país, executar o orçamento da União, implementar políticas nacionais, respeitar a Constituição Federal e dialogar com o Congresso e o Judiciário. Na esfera estadual, o Governador exerce função semelhante, mas voltada à realidade do Estado, seguindo a Constituição Estadual e a Constituição Federal. Já na esfera municipal, é o Prefeito quem ocupa esse lugar, com uma responsabilidade talvez ainda mais sensível: cuidar do espaço onde a vida acontece de forma mais imediata.
É no município que estão a escola do filho, o posto de saúde, a estrada de acesso, a iluminação da rua, o transporte público, a limpeza urbana e o atendimento social. E é exatamente por isso que o Poder Executivo municipal precisa ser observado com atenção. Ele não governa sozinho, nem governa como quer. Governa dentro da Lei Orgânica do Município, que funciona como uma “constituição local”, e dentro dos limites impostos pela Constituição Federal e pela Constituição do Estado.
No caso de Ribeirão Branco, o Executivo é exercido pelo prefeito Tuca Ribas, eleito legitimamente pelo voto popular. Durante o processo eleitoral, como manda a legislação, foi apresentado um plano de governo. Esse documento não é uma simples peça de campanha. Ele é um compromisso público. Não tem força de lei como uma norma aprovada pela Câmara, mas cria um dever político, ético e administrativo. Quem se candidata assume, perante a população, que pretende governar seguindo aquelas diretrizes.
Isso é fundamental para entender a autonomia do Executivo. Autonomia não é liberdade absoluta. Autonomia é a capacidade de agir dentro dos limites da lei, respeitando os compromissos assumidos e dialogando com os demais poderes. O prefeito tem autonomia para administrar, nomear secretários, executar políticas públicas, propor projetos de lei e gerir o orçamento. Mas essa autonomia caminha junto com a obrigação de transparência, planejamento e coerência entre discurso e prática.
Quando um plano de governo promete ações em saúde, educação, infraestrutura, desenvolvimento social ou qualquer outra área, ele cria uma expectativa legítima na população. E essa expectativa não é ingênua. Ela é parte do jogo democrático. O cidadão tem o direito de cobrar, acompanhar, questionar e exigir explicações quando aquilo que foi prometido não se transforma em política pública concreta.
Ser crítico, nesse contexto, não é ser opositor automático. É exercer cidadania. É entender que o Executivo não governa para si, nem para um grupo específico, mas para toda a cidade. É lembrar que o poder não pertence à cadeira, ao cargo ou ao nome, mas ao povo, que delegou temporariamente essa função.
Falar de repartição e autonomia dos poderes é, no fundo, falar de equilíbrio. O Executivo executa, o Legislativo fiscaliza e legisla, e o Judiciário garante direitos. Quando cada um ocupa corretamente o seu lugar, a democracia respira. Quando um se afasta do seu papel, quem sente é a população.
Este texto não é um ataque, nem um elogio. É um convite à reflexão. Um lembrete de que governar é mais do que ocupar o cargo. É cumprir a Constituição, respeitar a Lei Orgânica, dialogar com a Câmara, ouvir a população e, sobretudo, honrar o plano de governo apresentado no momento da eleição.
Porque democracia não é só votar.
Democracia é acompanhar, cobrar e participar — todos os dias.
Abaixo, segue a lista com as promessas e obrigações assumidas no Plano de Governo Municipal.
E aí, tudo foi efetivamente realizado?
Obrigações assumidas no Plano de Governo
Prefeito Tuca Ribas – Vice-Prefeito Alessandro Lê
Município de Ribeirão Branco – SP.
Saúde
- Reestruturação completa do Hospital Municipal
- Construção de Unidade Básica de Saúde no Jardim dos Pereiras
- Criação de Unidade de Referência em Saúde do Idoso
- Ampliação das equipes de Saúde da Família
- Atendimento domiciliar para idosos e pessoas acamadas
- Modernização e ampliação da Farmácia Básica, com atendimento 24h
- Aquisição de ambulâncias e reforço no transporte de pacientes
- Programas de atividade física e prevenção à saúde
Desenvolvimento social e cidadania
- Criação do Programa Renda Mínima Municipal
- Implantação do CRAS Móvel nos bairros
- Programa de Moradia Social para famílias em área de risco
- Criação da Casa do Adolescente
- Programas voltados à terceira idade (atividades físicas e culturais)
- Implantação da Tarifa Zero no transporte público municipal
Educação
- Construção de Creche-Escola no bairro Caçador Brasil
- Revitalização das escolas municipais
- Garantia de material escolar e uniforme para alunos da rede municipal
- Transporte universitário gratuito
- Ampliação do Atendimento Educacional Especializado (AEE)
- Programas de combate à evasão escolar
- Valorização dos professores e melhoria das condições de trabalho
Capacitação, emprego e renda
- Criação do Parque Industrial
- Incentivo à instalação de novas empresas no município
- Criação do Centro de Economia Criativa
- Programas gratuitos de qualificação profissional
- Apoio ao micro e pequeno empreendedor
- Incentivo à agricultura familiar e às cooperativas
- Programas de primeiro emprego e estágio remunerado
Obras, infraestrutura e desenvolvimento urbano
- Construção de novas creches e equipamentos públicos
- Pavimentação de ruas e melhoria das estradas rurais
- Construção da nova Garagem Municipal
- Ampliação da iluminação pública
- Construção de ciclovias e lombadas elevadas
- Manutenção e modernização da frota municipal
- Construção da nova Praça Municipal
Agricultura e meio ambiente
- Assistência técnica ao produtor rural
- Incentivo à mecanização agrícola
- Criação da Patrulha Agrícola Municipal
- Apoio à produção rural e ao escoamento da produção
- Programas de preservação ambiental e recuperação de nascentes
- Criação do Programa Ribeirão Branco Recicla
Esporte
- Revitalização do Centro de Lazer
- Incentivo aos campeonatos municipais
- Construção e reforma de quadras esportivas
- Apoio a atletas locais em competições regionais e estaduais
Cultura
- Criação da Casa da Cultura
- Realização de eventos culturais com prioridade para artistas locais
- Criação do Festival de Inverno
- Criação do Festival do Tomate
- Valorização da história e identidade cultural do município
Segurança pública
- Criação da Guarda Civil Municipal (GCM)
- Implantação de câmeras de monitoramento em pontos estratégicos
- Criação de postos policiais nos distritos
- Ampliação da atuação da Polícia Militar em parceria com o Estado





