O Estado de São Paulo registrou em 2025 queda nos principais índices criminais acompanhados pela Secretaria de Segurança Pública, com os menores registros da história para roubos, homicídios, latrocínios, roubo de veículo e roubo de carga. Todos os crimes ligados ao patrimônio tiveram queda na comparação com o ano de 2024.
A redução na criminalidade vem acompanhada de uma série de avanços promovidos pelo Governo de São Paulo na segurança, com reforço de políticas públicas, investimento no trabalho de inteligência e mais policiais nas ruas.
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“São números que nos orgulham, porque a nossa polícia trabalha 24 horas por dia para proteger os cidadãos. O nosso trabalho vai continuar, com inteligência, tecnologia, ações estratégicas e atuação integrada, para que o criminoso entenda que, em São Paulo, não terá vez”, comenta o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

Destaque para os roubos, com queda de 16% entre 2024 e 2025, o equivalente a 32.348 roubos a menos. Foram 161.310 registros, a menor marca desde 2001, quando teve início a série histórica. No ápice de roubos, em 2016, o estado chegou a registrar 323.274 casos. Na comparação entre 2016 e 2025, a queda alcança 50%. O primeiro ano com menos de 200 mil registros de roubo na história do Estado de São Paulo foi em 2024.

Os latrocínios também registraram a menor marca da série histórica iniciada em 2001, com queda de 22% entre 2024 e 2025, total de 129 casos. Em 2001, os paulistas conviviam com mais de um caso por dia. Naquele ano, foram 579 registros de latrocínios, que é o roubo seguido de morte da vítima.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Estado de São Paulo registrou o menor número de assassinatos em um mesmo ano, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública.
Em 2025, foram 2.438 homicídios dolosos, queda de 3,1% em relação a 2024, quando houve 2.517 registros. Assim como no caso dos latrocínios, 2001 também foi o ápice de assassinatos, com 12.475, 10 mil casos a mais do que o registrado no ano passado, queda de 80% na comparação entre os anos.

Os roubos de carga caíram 26 % entre 2024 e 2025, passando de 4.711 casos para 3.470, 1.241 casos a menos. O crime também registrou o menor índice da série histórica. O ápice de casos foi em 2017, com 10.584 casos. No interior, onde o crime acontece principalmente nas estradas, a queda em roubos de carga alcança 44% entre 2024 (1.059 registros) e 2025 (589).
A queda nos índices de roubos de carga em São Paulo tem sido gradual desde 2023. Os resultados são atribuídos ao trabalho conjunto das polícias Civil e Militar no combate ao crime, aliado ao uso de inteligência e tecnologia, como o sistema Muralha Paulista, um dos maiores sistemas integrados de vigilância e inteligência em segurança pública.
Em dezembro, por exemplo, quatro integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de carga foram presos por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais. Ao menos três funcionários terceirizados integravam o esquema, recrutando motoristas e

Além de roubos, homicídios, latrocínios e roubos de carga, o número de roubo de veículos também é histórico, como o menor da série histórica desde 2001. É a primeira vez que os registros ficam abaixo de 30 mil. Em 2001, 100 mil veículos foram roubados no estado. No ano passado, foram 25.024, praticamente um quarto do que era registrado no ápice de casos. Na comparação com 2024 (31.696), a queda é de 21%

Também registraram queda entre 2024 e 2025 os crimes de furto (1%), furto de veículo (7,09%), roubo de veículo (21%), estupro de vulnerável (1%) e estupro (0,32%).
Ao longo do ano, o trabalho conjunto das polícias Civil e Militar resultou na recuperação de 51.694 veículos furtados ou roubados, entre motos, carros e caminhões.
Além disso, quadrilhas especializadas em roubos vêm sendo presas pelas forças de segurança paulistas. Em dezembro, três homens foram detidos na Brasilândia, na zona norte da capital, por integrarem uma associação criminosa envolvida em furto, roubo e receptação de motos de alta cilindrada.
Para cometer os crimes, os suspeitos alugavam motocicletas para dificultar a identificação e realizavam o desmanche dos veículos roubados, comercializando as peças no mercado ilegal.
Feminicídios
O estado de São Paulo registrou 266 casos de feminicídio em 2025 contra 246 no ano anterior, segundo o levantamento da Secretaria de Segurança Pública. O enfrentamento à violência contra a mulher é prioridade do Governo de São Paulo, que, ainda em 2023, criou de forma pioneira a Secretaria de Políticas para a Mulher, pasta transversal responsável pela estruturação de uma política integrada e permanente para prevenção, proteção e resposta rápida às vítimas:
- Monitoramento de agressores com tornozeleiras eletrônicas. Desde 2023, 1,1 mil foram tornozelados, dos quais 112 homens foram presos por descumprimento das medidas protetivas. Essa medida foi implantada de forma pioneira em São Paulo e impede, em tempo real, a aproximação das vítimas;
- Grandes operações policiais para prender agressores: apenas nos últimos 2 meses, foram presos mais de 1,1 mil homens em flagrante e mais de 800 condenados por crimes contra mulheres;
- App SP Mulher Segura para conectar, 24 horas por dia, mulheres em risco com a polícia. São 42,7 mil usuárias e 7 mil acionamentos do botão do pânico, com envio imediato de policiais via georreferenciamento. O app também monitora automaticamente a localização dos agressores tornozelados;
- Ampliação em 54% dos espaços especializados de atendimento às vítimas de violência: 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e 170 Salas DDM 24h. Os atendimentos resultaram em um crescimento de 21% de medidas protetivas.
- Inauguração de 20 Casas da Mulher Paulista e construção de outras 16 unidades, para acolhimento a vítimas;
- Criação do auxílio-aluguel, que já apoia 4 mil mulheres vítimas de violência doméstica em 582 municípios;
- Movimento SP por Todas: criado para dar visibilidade e facilitar o acesso das mulheres à rede de proteção e acolhimento;
- Capacitação de mais de 135 mil profissionais de bares, restaurante e shows para ações de prevenção com o Protocolo Não se Cale.
Muralha Paulista
Pioneiro no país, o Muralha Paulista, desenvolvido pelo Governo de São Paulo, já está integrado a mais de 300 municípios. A iniciativa usa a tecnologia para criar uma barreira virtual contra a criminalidade por meio da integração de milhares de câmeras de segurança à base de dados da Secretaria de Segurança Pública.
O programa opera 94 mil câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas (20 mil), equipamentos de reconhecimento facial (7 mil) e dispositivos de monitoramento em tempo real (66 mil). A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.
As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.
Combate ao crime
O enfrentamento ao crime organizado é uma prioridade do Governo de SP, que vem realizando investimentos contínuos na aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos tecnológicos e sistemas de inteligência policial, ampliando a capacidade operacional das forças de segurança.
As ações têm sido integradas com órgãos municipais, estaduais e federais, com foco na asfixia financeira das facções criminosas e na desarticulação da logística do tráfico de drogas e de outros crimes explorados por esses grupos
Desde 2023, as forças de segurança já realizaram mais de 420 operações conjuntas com instituições como a Polícia Federal, o Ministério Público e o GAECO para desmantelar organizações criminosas, um trabalho que vem se refletindo diretamente nos indicadores criminais, com quedas históricas nos homicídios, latrocínios e roubos.
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Contratações
O Governo de São Paulo abriu 17 mil vagas em concursos públicos para as polícias estaduais nos últimos três anos, o maior número para o período desde 2003. Ao todo, mais de 14 mil novos policiais já foram colocados nas ruas.
Considerando ainda os 4 mil em formação, mais de 500 recém-nomeados, 3,6 mil vagas em concursos em andamento e outras 2,4 mil já autorizadas, a projeção é de mais de 24 mil contratações ao longo de quatro anos.
Procure ajuda
Se você ou alguém que você conhece é vítima de violência doméstica, procure ajuda. Em situações de emergência, ligue 190 para acionar a Polícia Militar. Também estão disponíveis o Disque 180, canal nacional de orientação e encaminhamento para a rede de proteção, e o Disque Denúncia 181, para comunicação anônima de crimes. O Estado oferece ainda o aplicativo SP Mulher Segura, onde é possível registrar boletim de ocorrência. A ferramenta está disponível na loja virtual do Google Play e App Store. As denúncias podem ser feitas pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil, que funciona 24 horas, ou em qualquer delegacia da Polícia Civil presencialmente. Além disso, o estado tem hoje 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), cujos endereços e telefones estão disponíveis aqui. Também estão distribuídas por 170 municípios as Salas DDM 24h (veja a lista de unidades aqui). Veja como identificar violência doméstica aqui.
Ouça o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves:
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