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Veja como funciona o sistema de monitoramento nas instalações da USP

29 de novembro de 2025

Veja como funciona o sistema de monitoramento nas instalações da USP

Zelar pela segurança de mais de 150 mil pessoas que circulam diariamente pelos sete campi da USP não é uma tarefa corriqueira. Para auxiliar na vigilância dos espaços, a Superintendência de Prevenção e Proteção Universitária (SPPU) conta com uma sofisticada infraestrutura de mais de 4.800 câmeras que monitoram, 24 horas por dia, as portarias, ruas e espaços abertos da universidade.

O sistema da SPPU dispõe de 11 centrais de monitoramento eletrônico, sendo uma Central de Controle de Operações, na Cidade Universitária; sete centrais localizadas na Área Capital Leste da capital e nos seis campi do interior; e três centrais de apoio, localizadas no Centro de Difusão Internacional, no Quadrilátero Saúde/Direito e na Faculdade de Medicina.

“Nosso modelo de segurança é integrado e compartilhado, priorizando as ações preventivas voltadas à segurança das pessoas e do patrimônio público. Esse sistema de monitoramento eletrônico consolidou um projeto de segurança iniciado com o policiamento comunitário, em 2015, e com o lançamento do aplicativo Campus USP, em 2016, com foco na integração com a comunidade universitária”, explica a superintendente de Prevenção e Proteção Universitária, José Antonio Visintin.

O sistema monitora as áreas comuns dos campi, vias, travessas e bolsões de estacionamento. Nas portarias estão instaladas câmeras do tipo LPR (Reconhecimento de Placas de Veículos), que são conectadas ao sistema Muralha da Secretaria de Segurança Pública, o antigo Detecta, e enviam, em tempo real, os números das placas para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).

Monitoramento eletrônico
4.800câmeras do tipo bullet, dome e speed dome
2.000câmeras só na Cidade Universitária
45câmeras LPR para leitura de placas
8centrais de monitoramento eletrônico
3centrais de apoio

Nas unidades o foco é o monitoramento das recepções, áreas administrativas e acessos aos laboratórios, com sensores de presença e alarmes. Embora a Superintendência desenvolva os projetos de monitoramento, as unidades podem optar por um sistema integrado ao da central ou um sistema local.

Central de Controle de Operações

Desenvolvido em parceria com a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), o sistema de monitoramento eletrônico da USP começou a ser instalado em 2018, com a inauguração da Central de Controle de Operações.

“Nos últimos dez anos houve uma mudança conceitual de como a segurança é abordada na Universidade, passando a aceitar vários tipos de policiamento e monitoramento e gerando uma demanda por infraestrutura, conectividade, aplicativos. A STI trabalhou para atender a essa demanda, viabilizando e potencializando essas iniciativas”, explica o superintendente de Tecnologia da Informação, João Eduardo Ferreira.

Localizada na sede da SPPU, a Central de Controle recebe imagens de todos os campi que são armazenadas por, no mínimo, 30 dias. Dispõe de 18 telas de monitoramento e uma lousa interativa, para apresentações e pesquisa de imagens. Três turnos se revezam diariamente para manter a central funcionando sem interrupções, acompanhando as chamadas e os alertas, gerenciando o armazenamento das imagens, operando o rádio e o atendimento telefônico.

Segundo Ferreira, o próximo passo é desenvolver, com base no cadastro de todas as ocorrências e registros de imagens acumulados ao longo dos anos, um algoritmo capaz de identificar comportamentos suspeitos e emitir um alerta para possíveis ações preventivas.

“Nós passamos por uma fase de implantação da infraestrutura e agora estamos iniciando uma fase de introdução da inteligência artificial no sistema, de maneira a permitir a detecção de eventos e comportamentos suspeitos. É um desafio, mas temos expertise para avançar em sistemas cada vez mais automatizados”, disse.

Mudança cultural

O sistema de monitoramento eletrônico da USP representa a consolidação de um projeto de segurança que começou a ser desenhado há dez anos, quando a Universidade e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) – na época comandada pelo atual ministro do Supremo Tribunal Federal e professor da Faculdade de Direito, Alexandre de Moraes – assinaram uma parceria para implantar o policiamento comunitário na Cidade Universitária.

A partir de então, o policiamento passou a ser feito por meio do sistema japonês koban, que se caracteriza por ser um modelo que prioriza a fixação dos mesmos policiais militares na região do campus, possibilitando a familiarização entre eles e a comunidade local, de forma a construir um vínculo de colaboração e confiança. O foco é a prevenção e o combate aos crimes praticados contra alunos, professores e funcionários. Problemas disciplinares e a vigilância patrimonial de rotina estão a cargo do corpo de seguranças da USP.

“A parceria com a Secretaria de Segurança Pública representou uma virada de página na Universidade. O resultado é evidente. Para se ter uma ideia, em 2015, ano em que o convênio foi assinado, tivemos um total de 315 ocorrências na Cidade Universitária entre furtos, roubos e acontecimentos graves como sequestro relâmpago e estupro. No ano passado, foram 181 ocorrências, a maioria de furto”, explica o superintendente Visintin.

A parceria com a SSP iniciou uma mudança na maneira como a segurança é compreendida pela comunidade universitária. Em seguida ao convênio, foram desenvolvidos os projetos do sistema de monitoramento eletrônico e do aplicativo Campus USP, voltado para a segurança nos campi e utilizado por toda a comunidade da Universidade.

SPPU em Números
250agentes da Guarda Universitária
5 mildownloads do app Campus USP
8carros adaptados para transporte de pessoas com mobilidade reduzida
50desfibriladores
11drones

A Guarda Universitária também passou por uma restruturação, com a reforma de todas as bases, treinamentos e valorização das equipes. A atuação da guarda foi ampliada e, além da segurança das áreas comuns dos campi, os agentes foram treinados para agir também em situações de emergência médica ou para auxiliar no transporte de pessoas com mobilidade reduzida.

Por causa dessas ocorrências, as bases da guarda e as instalações em que circulam um grande número de pessoas, como o Centro de Práticas Esportivas (Cepeusp), são equipadas com desfibriladores. Todos os campi possuem veículos adaptados para transporte de pessoas com deficiência. Os chamados são feitos por meio do aplicativo Campus USP.

“Hoje a convivência da comunidade universitária, da guarda e da Polícia é muito mais harmônica. Também temos parcerias com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e com o Corpo de Bombeiros, que oferecem treinamentos para nossas equipes”, afirma Visintin.

Além de estar presente em todos os eventos que são realizados na Universidade, a Guarda Universitária também oferece suporte técnico para o desenvolvimento dos projetos de segurança dos campi e das unidades.

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