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Governo de SP faz parceria para empregar reeducandos na produção de calçados de segurança

Governo de SP faz parceria para empregar reeducandos na produção de calçados de segurança

Com foco na ressocialização e na ampliação do acesso ao mercado de trabalho, a Penitenciária II (PII) “Luiz Gonzaga Vieira” de Pirajuí, por meio da Fundação “Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel” (Funap), possui, desde 2023, uma parceria com a empresa Bracol. Atualmente, 190 pessoas privadas de liberdade trabalham na oficina instalada dentro da unidade.

Localizada numa área de 1.104 metros quadrados, a fábrica funciona com a capacidade máxima e produz calçados de segurança. Em média, são fabricados 6 mil pares por dia, com possibilidade de expansão para até 7 mil pares.

Os contratos de trabalho são firmados com a Funap, sendo que o reeducando recebe como pagamento ¾ do salário mínimo, além da possibilidade de remição de pena – a cada três dias trabalhados, um dia é remido. Os presos interessados passam por entrevista individual, com avaliação da experiência profissional e o comportamento disciplinar. Após a conclusão do processo seletivo, eles realizam um período de treinamento e são designados para a função correspondente.

Atualmente, 190 pessoas privadas de liberdade trabalham na oficina instalada dentro da unidade

“Contar com a parceria da Bracol, referência nacional em calçados de segurança para trabalhadores, para cumprir nossa missão de oferecer capacitação profissional, trabalho e renda às pessoas privadas de liberdade do sistema prisional paulista, é uma conquista de grande relevância. Parcerias como essa nos dão a certeza de que estamos contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e produtiva”, explica Paulo Henrique Coltre, Superintendente da Funap.

“Aqui na Bracol Calçados estou tendo a oportunidade de aprender uma profissão, pois aqui sou tratado como um colaborador. É uma empresa que acredita em projetos sociais e na ressocialização. Estou tendo a oportunidade de me tornar uma pessoa melhor e ajudar a minha família”, contou o reeducando M.B.N.J., que trabalha na fábrica.

O trabalho dentro do sistema prisional é importante para o processo de ressocialização do indivíduo, além de possibilitar qualificação profissional. “A atividade proporciona aprendizado, preparação para o retorno ao mercado de trabalho e ao convívio social, além de promover a disciplina. Isso contribui para a reconstrução da dignidade e a ampliação das perspectivas de futuro aos colaboradores”, destaca o Chefe de Departamento da Penitenciária II de Pirajuí, Cleuber Ferreira Mantovanini Junior.

A atividade traz, ainda, o benefício de explorar novas áreas e criar habilidades, como descrevem outros colaboradores. “Estar em uma empresa grande como essa foi uma das poucas oportunidades que tive na vida. Eu tive o privilégio de aprender a operar máquinas, ter mais responsabilidade e compromisso”, diz B.S.D.

Atualmente, estima-se que cerca de 2.300 clientes são atendidos pelos produtos confeccionados na unidade

“O ensino é o berço do conhecimento, é algo que ninguém vai tirar da gente. Quero poder sair remunerado, exercer a profissão em uma grande empresa e fazer tudo diferente”, reflete J.P.

Diariamente, após a fabricação, os materiais produzidos são recolhidos da oficina e armazenados em contêiner na área externa do presídio. Posteriormente, a empresa coleta, transporta e distribui os produtos. Atualmente, estima-se que cerca de 2.300 clientes são atendidos pelos produtos confeccionados na unidade.

Além da fábrica na PII, a empresa conta com outra instalada na Penitenciária I “Dr. Walter Faria Pereira de Queiróz” de Pirajuí. Nesse local, atualmente, 83 presos trabalham na fabricação de calçados de segurança.

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