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Cerca de 50 empresas já manifestaram interesse pelo projeto de concessão de pátios do Governo de SP

Cerca de 50 empresas já manifestaram interesse pelo projeto de concessão de pátios do Governo de SP

Cerca de 50 empresas manifestaram interesse em conhecer a proposta do governo de São Paulo para a concessão dos serviços de remoção e guarda de veículos apreendidos por infração de trânsito. Dessas, 11 já realizaram reuniões com representantes do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) para esclarecimentos, aprofundamento e sugestões. Coordenada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), a proposta esteve em consulta pública por um mês, entre 8 de julho e 8 de agosto, e passa agora por revisão para chegar ao texto final. O edital, com o início da inscrição dos interessados, deve ser publicado até o final de outubro. O leilão é aguardado para o começo de 2026.

Entre as 11 companhias que conversaram com o Detran-SP em encontros virtuais registrados em vídeo, há empresas de infraestrutura, fundos de investimento e operadores já atuantes no recolhimento e custódia de veículos retidos. Uma vez credenciadas, elas disputarão um dos sete lotes previstos para a licitação.

O projeto do governo paulista propõe a concessão dos serviços de remoção, recolhimento, custódia, gestão, preparação para leilão e restituição de veículos a partir da divisão das 645 cidades do estado em sete regiões, cada uma equivalente a um lote. A capital, por exemplo, encabeça o lote de número 6, que conta com um total de 12 municípios. Maior lote do projeto, ele reúne uma população de 17,2 milhões de habitantes e uma frota de 13 milhões de veículos. A demanda prevista para os serviços em questão fica entre 108.000 e 130.000 veículos, com receita projetada de R$ 3,27 bilhões.

O investimento total estimado no projeto é de R$ 555 milhões. O projeto prevê a implantação de uma plataforma tecnológica integrada, rastreamento da frota e canais digitais de atendimento, além de benefícios para os proprietários de veículos recolhidos, com a melhora na infraestrutura dos pátios – que podem se refletir na durabilidade de carros e automóveis – e redução no valor da estadia, com a eliminação da cobrança por dias não úteis no caso da liberação feita em até sete dias. 

Metas e fiscalização

Também estão previstas metas de desempenho, incentivo a práticas sustentáveis e reconhecimento de iniciativas alinhadas a critérios ambientais, sociais e de governança (ESG). O edital prevê que todos os requerimentos ambientais existentes em normas devem ser atendidos pelas concessionárias, sobretudo o controle de zoonoses e de animais sinantrópicos (ratos).

A concessão será fiscalizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), com acompanhamento técnico do Detran-SP, DER-SP e de um verificador independente. A remuneração das concessionárias se dará por tarifas dos usuários e por receitas acessórias permitidas que não comprometam a qualidade dos serviços. A seleção será definida pelo maior valor de outorga fixa oferecido por lote.

O novo modelo procura unificar e padronizar o recolhimento, a custódia, a gestão, a preparação para leilão e a restituição dos veículos. Hoje, o serviço é prestado de forma descentralizada. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER/SP) utiliza 42 pátios no Estado, enquanto o Detran-SP atua com 34 convênios municipais – quando a prefeitura é quem contrata o pátio – e 163 pátios sem vínculo formal com o órgão, mas que podem receber demandas de recolhimento. Esse modelo gera diferenças nos procedimentos, nas taxas cobradas e nas condições dos pátios, dificultando a padronização e a modernização do serviço.

O projeto prevê contrato de 26 anos, o primeiro para implantação e os demais para operação dos serviços. 

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